Fontes de ferro: do cortejo comunitário à imagética internacional
Para saber+ sobre a indústria da Fontes d’Art clicar aqui.
Com o desenvolvimento da indústria no século XIX, o abastecimento de água tirou proveito da indústria da fundição e da fundição do ferro para servir a cidade de água. No início do século XX foram instalados pelo espaço público pequenos fontanários em ferro abastecido pela “água da Companhia”. Este fenómeno foi motivado pela contaminação das águas decorrente do aumento da indústria e da demografia que por sua vez levou ao processo de retirada de fontes da cidade ou a substituição da sua água por “água da Companhia”. Ainda assim estes fontanários eram preferíveis devido à simplicidade na sua manutenção, mas também, porque constituíam um obstáculo menor ao crescimento construído da cidade.
Apesar do sistema industrial de abastecimento ao domicílio ter começado a operar em pleno em 1887, a “água da Companhia” demorou a chegar às torneiras de todos os portuenses. A democratização do acesso a água de boa qualidade foi materializada por estes fontanários, que eram baratos de produzir e de fácil instalação, permitindo assim, o aumento do número de pontos de água na cidade, que foi gradualmente abrangendo as periferias.

Cerimónia de inauguração de um fontanário no Pego Negro (Foz) a 15 de novembro de 1953.

Cortejo de inauguração de um fontanário em Zebreiros (Gondomar) a 14 de novembro de 1954.
As fontes de ferro surgem no Porto no pico do desenvolvimento desta indústria, no século XIX. Estes elementos de mobiliário urbano conheceram a sua difusão a nível internacional neste período e foram alguns os exemplares que chegaram até aos dias de hoje. Os exemplares das Fontes d’Art são a Fonte dos Leões, a Fonte do Mercado Ferreira Borges, Fonte da Quinta de São Roque da Lameira e as fontes dos Jardins do Palácio de Cristal.
Para saber+ sobre a História da Fonte dos Leões clicar aqui.
Estes modelos que encontramos no Porto são modelos de Fontes d’Art da fundição mais emblemática na indústria francesa, a Val d’Osne criada em 1836. Com exceção do modelo dos chafarizes dos Jardins do Palácio de Cristal cujo modelo é da Ducel Fonderie criada em 1823 e comprada em 1878 pela sua rival, a Val d’Osne. O modelo destes chafarizes foi exibido na Exposição Universal de Paris de 1867.
Com o desenvolvimento da indústria no século XIX, o abastecimento de água tirou proveito da indústria da fundição e da fundição do ferro para servir a cidade de água. No início do século XX foram instalados pelo espaço público pequenos fontanários em ferro abastecido pela “água da Companhia”. Este fenómeno foi motivado pela contaminação das águas decorrente do aumento da indústria e da demografia que por sua vez levou ao processo de retirada de fontes da cidade ou a substituição da sua água por “água da Companhia”. Ainda assim estes fontanários eram preferíveis devido à simplicidade na sua manutenção, mas também, porque constituíam um obstáculo menor ao crescimento construído da cidade.
Apesar do sistema industrial de abastecimento ao domicílio ter começado a operar em pleno em 1887, a “água da Companhia” demorou a chegar às torneiras de todos os portuenses. A democratização do acesso a água de boa qualidade foi materializada por estes fontanários, que eram baratos de produzir e de fácil instalação, permitindo assim, o aumento do número de pontos de água na cidade, que foi gradualmente abrangendo as periferias.

Cerimónia de inauguração de um fontanário no Pego Negro (Foz) a 15 de novembro de 1953.

Cortejo de inauguração de um fontanário em Zebreiros (Gondomar) a 14 de novembro de 1954.
As fontes de ferro surgem no Porto no pico do desenvolvimento desta indústria, no século XIX. Estes elementos de mobiliário urbano conheceram a sua difusão a nível internacional neste período e foram alguns os exemplares que chegaram até aos dias de hoje. Os exemplares das Fontes d’Art são a Fonte dos Leões, a Fonte do Mercado Ferreira Borges, Fonte da Quinta de São Roque da Lameira e as fontes dos Jardins do Palácio de Cristal.
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Estes modelos que encontramos no Porto são modelos de Fontes d’Art da fundição mais emblemática na indústria francesa, a Val d’Osne criada em 1836. Com exceção do modelo dos chafarizes dos Jardins do Palácio de Cristal cujo modelo é da Ducel Fonderie criada em 1823 e comprada em 1878 pela sua rival, a Val d’Osne. O modelo destes chafarizes foi exibido na Exposição Universal de Paris de 1867.