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AS FONTES ALMADINAS

AS FONTES ALMADINAS

Um roteiro que explora a tipologia de fontes públicas que se criou no período dos Almadas na cidade do Porto, com base nos princípios de modernidade do iluminismo.

«Porto dos Almadas», foi um período que revolucionou o urbanismo da cidade, afastando-o da traça medieval. Os programas de urbanização, que tinham como objetivo “modernizar” a cidade do Porto, destacando o abastecimento de água como um ponto a desenvolver através de melhoramentos nas fontes, chafarizes e aquedutos. No período dos Almadas, as obras concentraram-se na manutenção dos aquedutos com o objetivo de solucionar a falta de água nos chafarizes da cidade; na expansão da rede de distribuição de água da cidade, através da construção de novos aquedutos, fontes e chafarizes, motivada pela extensão da malha urbana, que se levou a cabo entre 1787 e 1804. “O mestre dos aquedutos tinha por obrigação: «(…) varijar, limpar e bijear […] ou fazer de novo os aquedutos; consertar as fontes e chafarizes e betumar as taças e os tanques.». Fizeram-se os aquedutos de Salgueiros e construíram-se fontes, umas em locais onde não existiam e outras devido à necessidade de se deslocarem do centro de praças ou largos onde inicialmente tinham sido colocadas e que os programas de urbanização obrigaram a deslocar para criação de espaços livres e facilitação das comunicações. As novas fontes, ao contrário das que já existiam, foram adossadas a edifícios, com o objetivo de criar espaços amplos. As “novas fontes”, adossadas a um edifício, um aspeto que está em consonância com os conceitos iluministas que a Junta das Obras Públicas seguia, tendo presente a racionalização estética e funcional do espaço, a prevalência do interesse público sobre o privado, a salubridade pública e o conforto dos habitantes.
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