Parque das Águas
Parque das Águas
É um museu ao ar livre situado à margem do Rio Douro, na sede da Águas e Energia do Porto, EM e gerido pela mesma empresa. Ocupa uma área verde com 68 500 m2 onde se encontram fontes, chafarizes e arcas de água de valor histórico que remontam ao século XVI e que ali foram reconstruídas após a sua retirada do espaço público da cidade.
Da antiga Quinta do Bispo à antiga Quinta das Oliveiras
O espaço do Parque das Águas e a sua função ligada ao ócio tem raízes nas antigas quintas da cidade oriental. No século XVII fazia parte da Quinta do Prado do Bispo, onde dois séculos depois foi construído o primeiro cemitério público do Porto, o Cemitério do Prado do Repouso. Na parte de terreno sobrante a esta obra, foram construídos uma casa nobre e os seus jardins, que se denominou como Quinta das Oliveiras, também conhecida como dos Ingleses, devido à nacionalidade dos seus proprietários.

O jardim romântico de oitocentos
O Parque das Águas corresponde à área do jardim selvagem da Quinta das Oliveiras, que se compunha numa densa mata exótica ao gosto romântico que se fazia sentir no século XIX e característico das casas de proprietários abastados, que naquele período eram a burguesia que se emancipava com a imergente indústria no Porto, que se instalou na Rua do Barão de Nova Sintra.

A criação dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento do Porto
Com a criação dos SMAS em 1927 a propriedade da antiga quinta foi expropriada para instalação da sede dos serviços. Nos primeiros anos os SMAS reabilitaram e melhoraram as redes de água e saneamento do Porto e com o crescente acesso à “água da Companhia” que chegava diretamente às casas dos portuenses, as fontes foram perdendo a sua função de abastecimento de água e por isso, foi levado a cabo um processo de retirada destas estruturas da cidade.

O museu das fontes históricas
São 15 as fontes, chafarizes e arcas de água que foram sendo reconstruídos no então chamado “Jardim de Nova Sintra”, pelo seu valor artístico. São provenientes de Lordelo do Ouro, Massarelos, Cedofeita, Miragaia, Sé, Santo Ildefonso, Bonfim e Campanhã, de contextos de espaço público, mercados e conventos e datadas dos séculos XVI, XVIII e XIX. O circuito museológico foi aberto ao público pela primeira vez em 1987.







